Animais com super-poderes
- Isabella Bertoleti

- há 3 dias
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Bom dia, biologuínhos? Tudo certo por ai? Mesmo eu sendo completamente apaixonada pelo Reino Vegetal, devo reconhecer que o Reino Animal tem uns casos incríveis. Vamos conhecer alguns deles?
Na natureza, diversos animais apresentam habilidades tão impressionantes que parecem saídas de histórias em quadrinhos — mas são frutos de milhões de anos de evolução. Um exemplo famoso é o tardígrado, um minúsculo invertebrado capaz de sobreviver a temperaturas extremas, radiação intensa e até ao vácuo do espaço. Ele faz isso entrando em um estado chamado criptobiose, no qual seu metabolismo praticamente zera e seu corpo desidrata, permitindo resistir a condições que matariam qualquer outro animal conhecido (Jönsson et al., 2008).
Outro “super-herói” natural é o axolote (Ambystoma mexicanum), uma salamandra capaz de regenerar membros inteiros, partes do coração, da medula espinhal e até porções do cérebro sem formação de cicatrizes — uma habilidade tão extraordinária que pesquisadores estudam seus mecanismos celulares na busca por avanços em medicina regenerativa (Sandoval-Guzmán et al., 2014).
Além deles, o camarão mantis (Odontodactylus scyllarus) exibiria um verdadeiro “poder destrutivo”: seus apêndices dianteiros golpeiam com tanta velocidade que produzem cavitação — bolhas que implodem e geram calor e choque suficientes para quebrar conchas como se fossem vidro. A força do impacto já foi comparada à aceleração de um projétil de arma de fogo (Patek et al., 2004).
Há também animais com superpoderes sensoriais, como o peixe-elétrico amazônico (Electrophorus electricus), capaz de gerar descargas de mais de 600 volts para caçar e se defender, e certas espécies de morcegos e golfinhos, que usam ecolocalização para “enxergar” no escuro com precisão milimétrica. Esses exemplos mostram que a biologia está repleta de estratégias extraordinárias, e estudar essas adaptações não só desperta fascínio, mas também inspira novas tecnologias em áreas como robótica, engenharia de materiais e medicina.
REFERÊNCIAS
Jönsson, K. I., et al. (2008). Tardigrades survive exposure to space in low Earth orbit. Current Biology, 18(17), R729–R731.
Sandoval-Guzmán, T., et al. (2014). Fundamental differences in limb regeneration between axolotls and mammals. Developmental Biology, 392(1), 1–9.
Patek, S. N., et al. (2004). Deadly strike mechanism of a mantis shrimp. Nature, 428, 819–820.







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