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Botox e preenchimento labial

Bom dia, biologuínhos! O uso de Botox e preenchimentos faciais a base de ácido hialurônico cresceu rapidamente nos últimos anos, impulsionado pela busca por rejuvenescimento minimamente invasivo.

O Botox, nome comercial da toxina botulínica tipo A, age relaxando temporariamente os músculos responsáveis por rugas de expressão. Em doses controladas, sua ação é local e previsível, com efeitos que duram de três a seis meses. Estudos mostram que, quando aplicado corretamente, apresenta baixo risco de complicações e excelente perfil de segurança (Carruthers & Carruthers, 2009).

Os preenchimentos faciais — especialmente os feitos com ácido hialurônico, o padrão-ouro— atuam reposicionando volume, suavizando sulcos e hidratando a pele. Embora também sejam considerados seguros, exigem ainda mais precisão anatômica. Entre os efeitos adversos mais comuns estão inchaço, vermelhidão e pequenos hematomas que desaparecem em poucos dias. Porém, complicações mais graves, como necrose tecidual ou obstrução vascular, podem ocorrer quando o material é injetado inadvertidamente em vasos sanguíneos — um risco que se reduz drasticamente quando o procedimento é realizado por médicos treinados, com conhecimento avançado de anatomia facial (Urdiales-Gálvez et al., 2018). A qualidade do produto também importa: preenchedores de origem duvidosa aumentam significativamente o risco de reações inflamatórias e granulomas.

Ambos os procedimentos, portanto, são seguros desde que sejam realizados com técnica correta, produtos aprovados e avaliação clínica adequada. Isso inclui investigação de alergias, histórico médico, medicações e expectativas do paciente. O problema não está no Botox ou no ácido hialurônico em si, mas na banalização desses procedimentos em ambientes sem regulamentação ou por profissionais sem formação específica. A literatura científica é clara: a segurança depende da combinação entre treinamento adequado e boas práticas clínicas. Informar-se e escolher profissionais qualificados é o passo mais importante para um resultado bonito, duradouro e seguro.


REFERÊNCIAS

Carruthers, J., & Carruthers, A. (2009). The safety of botulinum toxin type A in aesthetic medicine. Dermatologic Surgery, 35(8), 1021–1028.

Urdiales-Gálvez, F., et al. (2018). Treatment guidelines for the use of hyaluronic acid fillers in facial aesthetics. Journal of Cosmetic Dermatology, 17(3), 337–350.

DeLorenzi, C. (2014). Complications of injectable fillers: part I. Aesthetic Surgery Journal, 34(4), 561–575.

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