Perigos das 'fake news'
- Isabella Bertoleti

- 26 de jan.
- 2 min de leitura
Oi biologuínhos, tudo bem? Hoje vamos falar sobre um tema muito importante: as fake news! Elas se tornaram um dos principais desafios sociais da era digital, espalhando-se com velocidade muito maior do que as informações verdadeiras e afetando diretamente a saúde pública, o comportamento social e até processos democráticos. Estudos mostram que notícias falsas se disseminam mais rápido e alcançam mais pessoas porque estimulam emoções intensas, como medo, indignação e surpresa, que favorecem o compartilhamento impulsivo nas redes sociais (Vosoughi, Roy & Aral, 2018). Esse processo cria bolhas de desinformação em que as pessoas repetem e reforçam conteúdos falsos, acreditando neles mesmo após correções, fenômeno conhecido como efeito de crença contínua.
Na área da saúde, os danos são ainda mais evidentes. Durante a pandemia de COVID-19, a circulação de fake news contribuiu para o atraso na adesão às vacinas, aumento de automedicação e maior exposição a práticas perigosas, como uso inadequado de medicamentos e teorias conspiratórias sobre origem do vírus. Pesquisas indicam que a desinformação reduz a confiança nas instituições científicas e aumenta comportamentos de risco, ampliando a gravidade de crises sanitárias (Loomba et al., 2021). Além disso, a exposição constante a informações falsas pode gerar ansiedade, polarização social e perda de coesão comunitária, dificultando o diálogo baseado em evidências.
As fakes news também representam um risco político. Plataformas de conteúdo mostram que campanhas coordenadas de desinformação influenciam decisões eleitorais, moldam percepções sobre grupos sociais e promovem discursos extremistas. Esse cenário ameaça diretamente democracias modernas ao enfraquecer a tomada de decisão informada, que depende de fatos verificáveis e debate público qualificado (Lazer et al., 2018). Em resumo, combater fake news não é apenas um desafio tecnológico, mas uma necessidade social e educativa que envolve alfabetização digital, checagem de fatos e fortalecimento da ciência como fonte confiável.
REFERÊNCIAS
Vosoughi, S., Roy, D., & Aral, S. (2018). The spread of true and false news online. Science, 359(6380), 1146–1151.
Loomba, S., et al. (2021). Measuring the impact of COVID-19 vaccine misinformation on vaccination intent. Nature Human Behaviour, 5, 337–348.
Lazer, D. M. J., et al. (2018). The science of fake news. Science, 359(6380), 1094–1096.







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